26 de jun. de 2008

Dentro da minha cabeça, fora da realidade


É estranho pensar que neste momento longe do meu quarto, tudo que é meu vive uma realidade. Enquanto eu deito sobre a cama e penso sobre os mais variados assuntos, estes assuntos estão pensando em outros.
Enquanto penso no próximo jogo do meu time, os jogadores treinam. O mais complicado é pensar que eles treinam de verdade, eu consigo imaginar a cena deles treinando tranqüilamente, bola à gol, bola pro alto, correr em volta da quadra. O difícil é sentir. Da mesma forma que sinto o travesseiro afundado pela minha cabeça, ou o cobertor que me cobre. Não consigo sentir a bola sobre meu pé, não consigo apalpar os cones que tais jogadores correm em volta.
É estranho a mente humana, um verdadeiro cinema. Enquanto penso na prova de segunda-feira, imagino possíveis questões, meu aflito, a conversa na sala... crio uma imagem, vejo o rosto de cada um de meus colegas, ouço a voz da professora ecoando pela sala.
Saio totalmente da realidade, despercebo a voz da vizinha que entra pela janela, ou o ruído do computador ligado ao pé da cama.
Como posso imaginar alguém? Todas as pessoas que imagino têm suas imagens guardadas dentro da minha cabeça? E as pessoas que crio? Que imagino quando alguém tenta me descrever?
Essas imagens não-apalpáveis dentro da minha cabeça são estranhas, elas se tranformam em filmes, fotografias, quadros, idéias... outras vezes até em textos.
Imaginar para mim, é quase chegar ao nivarna, eu realmente vivo o momento que imagino, vivo a estrada que caminho no meu pensamento, vivo a aula que assisto deitada sobre a cama. Só não apalpo, não sinto o lápis escorregar em minha mão, não sinto mais nem o travesseiro afundado pela minha cabeça.
O pensamento me eleva. Saio da realidade, mas também não chego integralmente em outro mundo, deixo para trás o tato, sempre esqueço de levá-lo na bagagem. Ah idéias, que mal elas fazem. À que nirvana elas levam.

24 de jun. de 2008

Meu Mal Hábito da Leitura.

Dizem que o primeiro livro a gente nunca esquece, mas eu esqueci. Lembro que na 1ª série a professora lia todos os dias um trecho do livro "O Barquinho Amarelo", acho que foi o primeiro que ouvi alguém ler. Mas o primeiro que li... não sei. Na estante da minha casa tinham vários livros de uma coleção que já não me lembro o nome, os livros variavam de Alice No País das Maravilhas, Os Três Porquinhos, Os Quatro Amigos, e mais alguns. Foi com eles que comecei a ler, o primeiro de fato, eu não sei.
Depois deles li alguns à pedidos da escola, e apenas pela escola se deu meu incentivo. Nunca tive o incentivo dentro de casa, claro... minha mãe sempre disse que ler é bom, meu pai sempre gostou de livros, jornal e revistas. Mas aquele empurrãozinho de me dar um livro de presente, e de vê-los realmente lendo sempre à ponto de me dar vontade de ler, não... nunca tive.
Talvez seja por isso meu mal costume com leitura, este ano já perdi a conta de livros que abandonei pela metade, mas eu tenho uma justificativa...
Realmente os livros me impressionam durante o decorrer das páginas, leio até os últimos capítulos com um agilidade enorme, mas quando vai chegando ao fim já me bate uma saudade antecipada do livro, não quero chegar ao fim, aquele livro que me acompanhou durante uma semana, nas horas mais solitárias, aquele livro que pesou minha mochila por uma semana agora simplesmente vou terminá-lo e depositar na estante? É difícil terminar o livro, perde aquele mistério do fim, nessas horas perco a curiosidade, não quero saber o fim, quem morre, quem vive, o que acontece.
E esta mania de não querer saber do fim, tem me feito abandonar todos os livros pela metade, Anjos e Demônios, 1968 - O Ano Que Não Terminou, e tantos outros. Até mesmo meu próprio livro, que escrevo o mínimo possivel para nunca chegar ao fim. Acho que se eu realmente escrevê-lo, não vou dar um fim à história, porque realmente odeio saber o fim.
E são tantos livros na estante sem terminar de ler, às vezes pego eles meses depois e termino só para falar "já li este livro". Não sei se por mal costume, ou preguiça. O fato é que as histórias que se passam pela minha cabeça nunca têm fins. Talvez venha daí minha dificuldade em concluir textos.
Então que fiquem assim, sem conclusão mesmo. A La Lílian.

23 de jun. de 2008

Isso é tudo pessoal!

Não me lembrei o que queira publicar.
Mas mesmo assim, vim me despedir po hoje.
E... na verdade criei este blog para aprender a escrever, passar idéias pro papel. O que não tem adiantado muito. Mas tenho percebido que se à toda hora que eu tiver uma idéia anotá-la completa, talvez um dia eu tenha a disponibilidade de editar tudo e transformar meus questionamentos bagunçados todos, em algo útil.
Quero dizer, algo meno inutil. Até porque querer transformar meus textos em utilidades seria meio complicado.

Filosofias de Cozinha

Acha mesmo que só me vêm boas idéias no banho né? Errou! Na cozinha, na sala de aula, no quarto, em todos os lugares. Exceto na hora que sento em frente ao computador e digo: têm dias que não posto nada, tenho que dar um jeito.
O lugar que mais me inspiro é no sono "como assim?". É o seguinte, quando já estou bamba de sono na minha cama, pensando em parcelas por não conseguir manter o cerébro ativo por um minuto consecutivo me vêm frases extraordinárias, daquelas que me dão a certeza de fama eterna mas... booum. Dormi! E no outro dia provavelmente vou gastar 1 hora deitada na cama antes depois de acordar, evitando levantar, simplesmente tentando lembrar. Mas não da certo.
E hoje a filosofia que me veio foi na cozinha.
Na verdade já nem lembrava mais que era por isso que comecei o texto, só lembrei por ter olhado o título. Era algo sobre in... inexplicável? Algo do tipo.
Não me lembro, um minuto por favor. Lembrei, \o/ pela primeira vez lembrei:

"E quem explica o inexplicável? Bom, se explicassem não seria mais inexplicável certo? Mas talvez se conseguissem explicar ele ainda seria inexplicável. E isto seria uma coisa inexplicável. Mas..."

Foi isso, foi sim. Que tanto de "inexplicável"!
Vou tentar postar outra coisa que eu tinha pensado.

Filosofias de Banheiro - Já Perguntei, mas me esqueci

Começou mais uma vez no banho, a lembrança de uma conversa distante, e pensando em pensar, em lembrar daquela lembrança, do dia em que conversamos sobre família e... aah minha amiga não é filha única tem um irmãão o... como é mesmo o nome dele? e ele moraa em... onde mesmo? Depois disso eu tinha que desabafar com alguém, e mais uma vez sobra pros meus não-leitores. Não-leitores, porque eles simplesmente não existem. E insisto em dizer... ainda!
Eu sei que já perguntei duas vezes à minha amiga o porque o irmão dela não mora na casa dela, mas não me lembro, não mesmo. Ele não é casado que eu sei, mas não sei se mudou por livre espontânea vontade, se estuda fora, de mora na mesma cidade, se já se sustenta ou é sustentado pela família.
Mas eu tenho certeza que perguntei duas vezes, ou melhor me lembro de duas, talvez tenham mais que eu não lembre. Ficar perguntando sempre a mesma coisa é chato, então não vou perguntar, e se um dia o assunto surgir dou um jeito de pergunar discretamente. Minha sorte é que o irmão dela morar onde quer que seja, não me faz diferença. Porque as vezes também esqueço de perguntas que vão mudar a minha vida. Como o nome daquela menina que eu estudei no primário e até hoje me liga no meu aniversário, e por sinal não sei nem quando ela faz aniversário.
Ainda tem aquela mãe da minha amiga que eu já fui na casa dela, e a mãe dela sempre me trata muito bem, mas nem sei como responder, ou chamá-la... dou uma de "a Senhora...". E estes fatos se agravam cada dia mais, as vezes esqueço meus horários... Outras vezes demoro pra responder meu próprio nome. O medo é de acabar me esquecendo quem sou eu. É se bem que isso eu nunca soube responder.

Filosofias de Banheiro


Filosofias de Banheiro, talvez seja uma coluna que eu inicie, ou nunca vá para a frente, mas o fato é que minhas inspirações só vêm ao banho. E fico repetindo meus pensamentos para não esquecer antes de escrever, ou passar para alguém... e a vontade vai agonizando.
Eu saio do banho, troco de roupas, busco minha janta. E quando me sento aqui, tudo se evapora. Aqueles pensamentos sobre comparar o ano marcante de 1968 com, 40 anos depois, 2008 se vai. Aquela grande idéia de um lindo poema sobre o Brasil? Pareço nunca ter sentindo a vontade de falar sobre isso. Tudo some.
Some, inclusive as idéias que eu tinha para a "inauguração" desta "coluna".
Nem me lembro mais o que eu queria falar nas próximas duas colunas que já estavam planejadas na minha cabeça, e é por isso que tenho textos tão ruins. Se o computador ficasse deibaixo do chuveiro... quem sabe eu teria ótimos textos?
Enfim, antes que o pequeno rastro de minhas idéias terminem de sumir, vou logo pro próximo post.

Apresentando trabalhos...

Apresentar trabalho na sala de aula é sempre difícil, mesmo quando você é um professor, acostumado estar a frente da sala, se um dia tem de apresentar numa pós-graduação, palestra ou qualquer coisa, lhe corre o frio na barriga.
Frio bom, alguns reclamam dele ... mas é bom, você sente a hora se aproximar, o relógio parece fazer seus tics um pouquinho mais alto. E todo aluno sabe o quanto é difícil explicar a matéria em partes, um grupo apresenta uma parte, outro apresenta outra, e dentro do seu grupo ainda tem as divisões.
Mas isso é o de menos, tem seu ponto positivo "não tenho que falar tudo", mas você tem um limite de tempo. O meu era de 5 minutos, para falar da vida inteira do Nietzsche. Ele é um fenômeno, como resumir em 5 minutos? Acha que é exagero? Então vou explicar.
Uma aula tem 50 minutos, eram dois grupos, cada grupo tinha 25 minutos certo? Meu grupo tinha 5 pessoas, 25/5 = 5, eu tinha 5 minutos.
Mas fazer o que... ele é meu ídolo, pra apresentar o trabalho lí criticas, a vida dele, livros e tudo que eu tive direito, eu sabia demais pra pouco tempo, não sabia o que cortar na hora de falar. E o frio na barriga foi chegando, desta vez não era um frio por desespero e medo de errar, era um frio por medo de não conseguir resumir em 5 minutos. Mas não adiantou tentar, e pular livros e casos interessantes. Eu gastei meia hora. Acabou a aula e não terminei de apresentar. E ainda faltou um no grupo. É nessas horas que a gente ganha apelidos de nerds, de falante, e outro mais. É nessas horas que dá um frio na barriga por saber demais sobre determinado assunto.
Ai vim fazer um texto né? Desabafo!
Era pra ser um texto sobre variados tipos de apresentação de trabalho... como aquelas que o aluno lê milhões de vezes seu pequeno resumo, e ainda assim não consegue nem saber sobre o que ele está falando. E durante a apresentação ele tem de ser ator, ler uma frase no papel, tentar falar de forma espontânea e ainda tirar o olho do papel e dar aquela olhadinha pro professor sem errar as palavras. Deus sabe o quanto é difícil.
Mas eu falo destas coisas um outro dia. E o fato do texto ter ficado ruim, era só saber demais sobre o assunto, outra vez. Tenho tantos comentários à respeito e não dava para resumir.
Ninguém lê aqui, e se eu continuar com imensos textos. Nunca alguém animará meesmo.