Pensar é uma arte, das trevas. Já fiz no minímo 5 textos hoje. E não to boa pra isso, apaguei todos e recomecei, só esta primeira frase se manteve aqui o tempo todo. Já falei da minha vida e apaguei, das minhas manias e de tudo mais. Quer saber? Se alguém veio aqui ler essa porcaria, vá se foder. Não acordei pra isso hoje.
Vidacú!
11 de ago. de 2008
Pensar é uma arte
Postado por Lílian Alcântara às 14:56 0 comentários
Oi!
Pela primeira vez eu sei por que fiz um poema, de fatos não-abstratos. De uma leitura realmente 'tudo-a-ver' com o poema eu resolvi fazer ele. É que eu percebi a melancolia do fim de cada ponto na vida das pessoas, pro ínicio de um novo. Tipo, troca de amizades, troca de namorados, troca de vida em geral. E todo mundo sente a mesma coisa quando troca, e em todas as trocas. Não adianta achar que: desta vez é pra sempre. E a gente nunca acha, só fala que acha pra ver se adianta. Ai eu peguei e fiz este poema tosco sem nome. Por isso o título: Oi!
haha. meu blog só piora
E ela se entrega por inteiro
Enfia de cabeça em qualquer situação
Aposta tudo, e não tem nada
Nem pra perder, e nem esperanças pra ganhar
Larga qualquer bobeira
E cai na nova vida
A menina perde a mordomia
É pura heresia
Amizade, amizade
Amor, amor
Vida, vida
Ela não grita mais por estes nomes
O que dura pra sempre é só a fome
De ter uma amizade,
Um amor,
E uma perfeita vida
Tudo que é pra sempre é falta de verdade.
um dia eu sei, que vão me bater por causa dos meus poemas idiotas. Mas pera lá, dexa eu postar mais coisas idiotas enquanto dá tempo de postar sem apanhar. HDSOAIUDHOAISUHd
Postado por Lílian Alcântara às 14:35 0 comentários
6 de ago. de 2008
Os Insetos - Fernando Anitelli
Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega se de “mais tralos’.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, “infértebrados”.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.
Postado por Lílian Alcântara às 20:10 1 comentários
3 de ago. de 2008
Mastigo a minha mente
Cheia de idéias e manias
Ai que agonia!
Engulindo a solidão
Presa dentro de um vazio vão
E a mente é poesia
E de falsos passos se constrói uma monotonia
Ao som de um lento blues
Eu quero mente vazia
E mastigo a minha cara
Pintada no espelho de um cego
Bolero leve
O mundo é amarelo
O amor verde e vermelho
Qual a cor de tudo isso?
Qual a dor de quem pula um precipicio?
Postado por Lílian Alcântara às 21:25 0 comentários
1 de ago. de 2008
Nem sei
Eu sou a cicatriz no peito da família, entre tantos católicos nasci atéia. Minha irmã é a filha estudiosa que sempre sonhou com o vestibular e hoje cursa jornalismo, a filha exemplo...
Eu não, sou a ovelha desgarrada aquela que fugiu e foram buscar, mas como já dizia Cazuza "Toda ovelha desgarrada ama mais, odeia mais, sente tudo mais intensamente". E é assim, vivo numa maré de poesia, quero a arte e só.
Gosto de ler, e me inspiro assim, viajo. Gosto de tudo quando estou bem, até das coisas chatas, é que tudo me traz certas emoções poeticas. Vivo dos impulsos, faço as coisas sem pensar se vou voltar, e pra consertar preciso que alguém faça isso por mim, não tenho coragem de tomar atitudes seqüenciais (culpa do orgulho), faço tudo de uma vez.E se espero alguem me procurar em vão entro em desespero e acabo falando merdas.
Tenho uma necessidade muito grande de contar o que acontece comigo, e de exagerar. E quando não acontece nada pra contar, eu invento e acredito nas mentiras que conto. É pela necessidade de poesia e de confessar, contar, explicar que fiz este blog. Um espaço que escrevo sem preguiça, fico feliz quando consigo contar algo aqui, e além de tudo treino redigir. Quando conto as coisas aqui, diminuo minha necessidade de ficar me explicando pra todo mundo, o que certamente irrita quem conversa comigo.
Nem sei.
Postado por Lílian Alcântara às 11:00 1 comentários
31 de jul. de 2008
Dos meus antepassados até você: quem sou eu?
É ignorante o ser que tenta se definir, que seja com uma palavra, uma frase ou um texto. Alguns chegam a fazer livros, ultrapassam os limites da ignorância.
Por mais que ninguém veja, todo ser é ilimitado: de histórias pra contar, e nem se lembra de todas. De onde veio e onde vai chegar é impossível dizer. Uns dizem que suas histórias começam ao nascer, outros no casamento dos pais. Mas estão errados, a sua história começa com os pais de seus pais que eram filhos de outros pais que tinham irmãos que os apoiaram, que tinham maridos e mulheres, filhos ... e toda árvore genealógica, para cima e para os lados. Onde sua família começa?
Vai além do início de sua história e do verdadeiro fim. Que fim é esse? Se seu túmulo ocupará o cemitério por tanto tempo, se sua vida se fará história para os netos de seus netos, e seus rascunhos, estudos para outra humanidade? Que fim há se o infinito te persegue?
E se quer saber, os dias que se passam do seu nascer à sua morte é mais ou menos o tempo que demarca o meio de tudo isso. E nem este meio, alguém é capaz de definir, delinear, contar, expressar ou explicar. Este meio contém as dificuldades do seu parto, que você certamente não lembra, contém as suas emoções de meses de vida, que talvez nem entendesse, fatos e pessoas que você vê na rua sem sequer notar. Sua vida não é o que você pensa, nem as viagens mais marcantes.
Difícil, é expressar a vida. Como fazer uma auto-biografia se nem sabemos quem somos nós? De onde viemos, o que fazemos, se temos vida passada e vida além. Acreditamos também, acredita-se em vida passada, outros em vida além, mas no fundo uma incerteza cobre todo ser. E das incertezas tentamos nos demonstrar certos, que é pra não explicar muito. E ninguém no fundo sabe quem é, vive controlado por um outro ser aqui dentro, e eles as vezes brigam. Um não quer e o outro no impulso faz, um bebe e o outro esquece.
Ilusão é achar que somos alguém, não somos nada. No máximo, uma carcaça que pensa junto com os vínculos que misteriosamente temos com nossos antepassados, que nem sabemos quem são. Somos todos resultados de milhares de somas, e de soma em soma, tornamos números, estatísticas, e dos números herdamos uma coisa inimaginável, a falta de começo e fim.
E assim vivemos, do fim ao ínicio sem sequer passar pelo meio. A história infinita de todo ser!
Postado por Lílian Alcântara às 00:54 2 comentários
27 de jul. de 2008
Viagem, das com J.
Queria escrever um texto contando meu dia: sem parágrafos, muitos pontos e poucos detalhes, apenas observações.
" Acordei sem perceber. Levantei sem pestanejar. Comi sem saborear."
Foi neste ponto que apertei o 'back' e apaguei o projeto de texto. Sempre faço isso, é que viajo muito em meus textos, faço a leitura ficar chata. Talvez por isso eu nunca tenha conseguido escrever um livro, começo a detalhar muito a cena e esqueço o conteúdo que era pra por.
Talvez me daria bem como diretora de filmes, diretora de filmes... taí uma coisa legal. Eu gosto de ver o que eu mudaria nas personagens de um filme: uma roupa, cor da maquiagem, uma pinta... e principalmente a emoção da cena. Faria um filme de frases curtas, objetivas e amargas. Resumiria as falas todas no jeito sutil de olhar. E depois daria o título de 'uai'.
Uai, assim bem mineiro, que é a palavra que resume a frase inteira no óbvio do questionamento.
_ Você tá diferente comigo.
_ Uai.
É irônico, engraçado e não tem consoantes.
E se não tivesse tudo que 'falei' por escrito eu perguntaria: de onde o assunto começou? Retornaria na história aos poucos, fazendo pausas.
Quer saber? Meus filmes seriam todos assim, viajados como este texto. Não tem um porquê, ninguém sabe onde fica o começo, nem se tem fim.
Postado por Lílian Alcântara às 03:12 1 comentários
